
Começar de novo pode ser difícil pra muitos, mas não pra esses caras, veja nesse artigo 7 Músicos Que Fizeram Sucesso em Duas Bandas de Rock!
No mundo do rock, mudar de banda nem sempre significa começar tudo de novo. Em alguns casos, acontece exatamente o contrário.
Existem músicos que conseguiram construir uma carreira de enorme sucesso em mais de uma formação e provaram que seu talento podia ir muito além de um único grupo.
Alguns trocaram de banda depois de uma separação. Outros ajudaram a criar um novo projeto. Também existem aqueles que simplesmente pareciam ter energia para estar em vários lugares ao mesmo tempo. Afinal, há músicos que mal conseguem administrar uma banda. Eles foram lá e administraram duas!
A seguir, conheça 7 músicos que fizeram sucesso em duas importantes bandas ou formações do rock, em uma seleção que atravessa várias décadas e estilos diferentes.
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1. Paul McCartney – The Beatles e Wings
Poucos nomes têm uma história tão impressionante quanto Paul McCartney. Antes mesmo de pensar em uma segunda banda, ele já havia ajudado a transformar o rock mundial com os Beatles.
Ao lado de John Lennon, George Harrison e Ringo Starr, Paul participou de uma das maiores revoluções culturais da música. Canções como “Hey Jude”, “Let It Be” e “Yesterday” ajudaram a transformar o baixista e compositor em uma das figuras mais importantes da música popular.
Depois do fim dos Beatles, em 1970, muita gente poderia imaginar que o capítulo mais importante da carreira de Paul havia terminado. Não foi o que aconteceu.
Em 1971, ele formou o **Wings**, ao lado de Linda McCartney e Denny Laine. A nova banda enfrentou o desafio de existir depois dos Beatles, mas conseguiu construir sua própria identidade. O grupo lançou sete álbuns de estúdio e emplacou sucessos como “Band on the Run”, “Live and Let Die”, “Jet” e “Silly Love Songs”.
O Wings mostrou que Paul McCartney não dependia dos Beatles para continuar relevante.
2. Josh Homme – Kyuss e Queens of the Stone Age
Antes de liderar o Queens of the Stone Age, Josh Homme já havia deixado sua marca com o Kyuss, banda formada na Califórnia que se tornou uma das referências da cena pesada do deserto norte-americano.
Homme entrou muito jovem na música e ajudou a desenvolver aquele som pesado, lento e cheio de personalidade que posteriormente seria associado ao chamado stoner rock. O Kyuss conquistou um público fiel e se transformou em uma espécie de banda cult.
O grupo chegou ao fim em 1995. Em vez de abandonar aquela sonoridade, Homme decidiu procurar novos caminhos. Inicialmente surgiu o projeto Gamma Ray, que acabou mudando de nome por causa de outra banda que já utilizava o nome. Assim nasceu o Queens of the Stone Age, oficialmente apresentado a partir de 1997.
Com álbuns como Rated R e, principalmente, Songs for the Deaf, o QOTSA alcançou um público muito maior.
O mais interessante é que Homme não tentou simplesmente copiar o Kyuss. Ele aproveitou parte daquela identidade e acrescentou novas ideias. Foi uma segunda vida artística, não uma repetição.
3. Chris Cornell – Soundgarden e Audioslave
Chris Cornell tinha uma das vozes mais marcantes do rock das últimas décadas. Sua trajetória ganhou força com o Soundgarden uma das principais bandas surgidas na cena de Seattle.
Cornell ajudou a formar o grupo em 1984 e participou de sua evolução até o reconhecimento internacional. Álbuns como Badmotorfinger e Superunknown colocaram o Soundgarden entre os grandes nomes do rock dos anos 1990.
Mas a história não terminou aí. Depois da primeira separação do Soundgarden, Cornell se juntou a antigos integrantes do Rage Against the Machine para formar o Audioslave. A combinação poderia ter dado muito errado. Felizmente, deu muito certo.
O primeiro disco, lançado em 2002, apresentou músicas como “Cochise”, “Like a Stone” e “Show Me How to Live”. Cornell mostrou que conseguia se adaptar a outra banda sem perder sua personalidade.
Foi uma demonstração rara de versatilidade.
4. Dave Grohl – Nirvana e Foo Fighters
Dave Grohl talvez seja um dos maiores exemplos de reinvenção da história do rock.
Como baterista do Nirvana, ele participou de uma das bandas mais importantes dos anos 1990. O grupo ajudou a mudar os rumos do rock com Nevermind e In Utero, colocando o grunge no centro da cultura popular.
Depois da morte de Kurt Cobain, em 1994, Grohl enfrentou uma situação extremamente difícil. Poderia ter se afastado completamente dos palcos. Em vez disso, começou a gravar suas próprias músicas.
O resultado foi o nascimento do Foo Fighters. O que começou quase como um projeto pessoal se transformou em uma das maiores bandas de rock das décadas seguintes. Grohl deixou a bateria para assumir guitarra e vocais, algo que parecia improvável para quem o conhecia apenas pelo Nirvana.
O Foo Fighters acumulou grandes sucessos e consolidou Grohl como líder de uma nova geração do rock. Anos depois, ele ainda continuaria revisitando sua história com o Nirvana em apresentações especiais, mostrando que aqueles dois capítulos continuam ligados em sua trajetória.
5. Myles Kennedy – Alter Bridge e The Mayfield Four
Myles Kennedy já tinha experiência antes de chegar ao Alter Bridge, mas foi com a banda que sua carreira ganhou enorme projeção internacional.
Formado em 2004 com antigos integrantes do Creed, o Alter Bridge encontrou em Kennedy um vocalista capaz de transitar entre músicas pesadas, baladas e grandes refrões. A banda construiu uma carreira sólida durante mais de duas décadas.
Anterior a isso em 1996, Kennedy integrou o The Mayfield Four. Banda de rock alternativo de Spokane estado de Washington.
Eles lançaram 2 álbuns de estúdio e um EP antes de se dissolver em 2002.
Assim como o Audioslave os integrantes vieram de 2 bandas, além de Kennedy nos vocais, o trio restante Tremonti, Phillips e Marshall vieram do Creed para integrar o Alter Bridge.
6. Damon Albarn – Blur e Gorillaz
Damon Albarn mostrou que uma carreira no rock não precisa ficar presa a uma única fórmula.
Nos anos 1990, ele se tornou conhecido mundialmente como vocalista e principal compositor do Blur, uma das grandes bandas do Britpop. O grupo lançou discos importantes como Parklife, The Great Escape e Blur, além de músicas que marcaram aquela década.
Mas Albarn tinha interesses musicais muito mais amplos. Ao lado do desenhista Jamie Hewlett, criou o Gorillaz, uma banda virtual que misturava rock, música eletrônica, hip-hop e outros estilos. O conceito parecia estranho quando surgiu. Depois, virou um enorme sucesso.
O Gorillaz mostrou que Albarn não queria ficar preso ao personagem do líder de uma banda britânica dos anos 1990. Ele queria experimentar.
E conseguiu fazer isso sem abandonar o Blur.
7. Corey Taylor – Stone Sour e Slipknot
Antes de se tornar mundialmente conhecido com o Slipknot, Corey Taylor já fazia parte do Stone Sour, criado em 1992 em Iowa.
A trajetória das duas bandas tomou caminhos diferentes. O Stone Sour apresentava uma sonoridade mais próxima do hard rock e do metal alternativo. O Slipknot, por outro lado, apostou em uma abordagem muito mais agressiva e visual.
Taylor entrou no Slipknot em 1997 e se tornou uma das figuras centrais do grupo. O álbum Iowa, lançado em 2001, ajudou a consolidar a banda entre os gigantes do metal moderno.
Ao mesmo tempo, o Stone Sour continuou sendo uma parte importante de sua carreira.
Ter sucesso em duas bandas tão diferentes não é pouca coisa. É quase como trabalhar em dois empregos, só que um deles envolve máscaras, gritos e milhares de pessoas pulando ao mesmo tempo.
Quando O Talento Encontra Uma Segunda Oportunidade
Esses sete músicos mostram que uma grande carreira não precisa depender de uma única banda.
Paul McCartney conseguiu reconstruir sua trajetória depois dos Beatles. Josh Homme transformou a experiência do Kyuss em algo novo. Chris Cornell encontrou outra identidade no Audioslave.
Dave Grohl saiu da bateria do Nirvana para liderar o Foo Fighters. Myles Kennedy dividiu sua carreira entre o Alter Bridge e o projeto de Slash. Damon Albarn criou uma segunda realidade com o Gorillaz. E Corey Taylor mostrou que podia comandar duas bandas com propostas bastante diferentes.
No fim das contas, talvez essa seja a grande lição. Quando uma banda chega ao fim, a carreira do músico não precisa terminar junto.
Às vezes, o fim de uma banda é apenas o começo do próximo grande capítulo.
E no rock, convenhamos, uma segunda chance quase sempre vem acompanhada de uma boa guitarra, um amplificador e algum barulho no caminho.
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