
Uns amam um determinado estilo, outros por outro lado odeiam, veja nesse artigo 7 Subgêneros do Heavy Metal Que Transitam Entre Amor e Ódio!
Poucos estilos musicais provocam opiniões tão intensas quanto o heavy metal. Para alguns, ele é sinônimo de liberdade, atitude e uma das formas mais criativas de fazer música. Para outros, certas vertentes parecem exageradas, barulhentas ou simplesmente difíceis de entender.
E existe um detalhe curioso: dentro do próprio universo do metal, os fãs também discordam bastante. Uma banda que é considerada genial por milhares de pessoas pode ser recebida com uma careta por outro grupo de ouvintes. Afinal, paixão e rejeição caminham lado a lado nesse universo.
Isso acontece especialmente com alguns subgêneros que romperam padrões, misturaram influências ou adotaram características que dividiram opiniões. Conheça sete deles que transitam, sem muita cerimônia, entre o amor e o ódio.
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1. Nu Metal
O nu metal apareceu com força principalmente nos anos 1990 e ganhou espaço ao misturar elementos do metal com hip-hop, rock alternativo e outras influências da música pesada contemporânea.
Bandas como Korn, Limp Bizkit, Deftones e Linkin Park ajudaram a popularizar o estilo para um público que talvez nunca tivesse se aproximado do metal tradicional.
E é justamente aí que começa a discussão. Os admiradores enxergam no nu metal uma renovação importante. O estilo trouxe uma geração inteira para a música pesada e mostrou que o metal poderia conversar com outros gêneros sem perder sua identidade. Já os críticos reclamam que algumas bandas reduziram a agressividade e a complexidade tradicionais do heavy metal.
Para seus defensores, foi uma revolução. Para seus detratores, uma espécie de “atalho” para o sucesso. Seja como for, poucos estilos conseguiram causar tanta discussão e, ao mesmo tempo, alcançar um público tão grande.
2. Death Metal
Aqui a conversa fica mais pesada. Bem mais pesada. O death metal se desenvolveu principalmente nos Estados Unidos e em partes da Europa durante os anos 1980 e 1990. Bandas como Death, Morbid Angel, Cannibal Corpse e Obituary ajudaram a estabelecer as características do estilo.
As músicas costumam apresentar vocais extremamente agressivos, guitarras pesadas e letras que podem abordar morte, violência, religião, horror e outros temas sombrios.
Para os fãs, o death metal representa intensidade e liberdade artística. Há também quem admire a técnica dos músicos e a capacidade de criar atmosferas assustadoras sem depender apenas de efeitos visuais.
Por outro lado, quem não gosta do gênero costuma reclamar justamente da agressividade. Os vocais podem parecer incompreensíveis para ouvintes acostumados ao rock convencional. E algumas letras certamente não foram feitas para tocar como música ambiente durante um jantar de família.
Mesmo assim, o death metal conquistou um público fiel e tornou-se uma das vertentes mais influentes do metal extremo.
3. Prog Metal
O metal progressivo é praticamente o “aluno aplicado” da família. Ele gosta de ideias diferentes, mudanças de ritmo e músicas que podem parecer pequenas viagens sonoras.
Bandas como Dream Theater, Queensrÿche, Fates Warning e, em diferentes momentos, Opeth, ajudaram a desenvolver e ampliar essa linguagem.
O grande atrativo está na liberdade. As músicas podem ser longas, apresentar várias mudanças e explorar diferentes climas. Para muitos fãs, isso transforma cada álbum em uma experiência que merece ser descoberta aos poucos. Mas nem todo mundo tem paciência para isso.
Uma das principais críticas ao prog metal é justamente o excesso. Para alguns ouvintes, certas bandas parecem preocupadas demais em mostrar tudo o que sabem fazer. Em determinadas situações, a música pode dar a impressão de que está tentando fazer uma prova de matemática enquanto o ouvinte só queria balançar a cabeça.
Ainda assim, é uma vertente muito respeitada por quem valoriza criatividade, elaboração e experimentação.
4. Power Metal
O power metal prefere olhar para cima. Enquanto outras vertentes do metal mergulham no horror, na violência ou na escuridão, o power metal frequentemente aposta em aventuras, fantasia, batalhas, mitologia e histórias grandiosas.
Bandas como Helloween, Blind Guardian, Stratovarius e Rhapsody ajudaram a consolidar essa estética, especialmente a partir dos anos 1980 e 1990.
Os fãs adoram os refrões épicos, os vocais marcantes e aquela sensação de estar participando de uma batalha medieval sem precisar sair da sala.
Os críticos, por outro lado, consideram que o estilo pode cair na repetição. Há quem torça o nariz para letras excessivamente fantasiosas ou para uma sonoridade que, dependendo da banda, parece sempre pronta para a mesma grande batalha contra o dragão imaginário da vez.
Mesmo com as críticas, o power metal continua reunindo seguidores apaixonados e possui uma forte comunidade internacional.
5. Black Metal
Poucos estilos possuem uma imagem tão forte quanto o black metal. Nascido com importantes raízes no underground europeu e consolidado especialmente na Noruega durante o início dos anos 1990, o gênero ficou conhecido pelo som agressivo, clima sombrio e visual marcante.
Mayhem, Burzum, Darkthrone e Emperor estão entre os nomes mais associados à cena norueguesa.
O black metal sempre gerou controvérsias com temas ligados ao anticristianismo, satanismo e paganismo étnico. Nos anos 90 bandas desse subgênero estiveram ligadas a incêndios em igrejas e também assassinatos.
Além da sonoridade difícil para iniciantes, episódios controversos ligados a integrantes de algumas bandas da cena norueguesa ajudaram a criar uma imagem ainda mais extrema em torno do estilo. É importante separar, porém, a história de indivíduos específicos da enorme variedade existente dentro do black metal.
No fim, é um gênero que desperta fascínio e rejeição quase na mesma intensidade.
6. White Metal
O chamado white metal surgiu como uma resposta cristã dentro da música pesada. Em vez de abandonar o peso do metal, seus artistas incorporaram mensagens relacionadas à fé cristã.
Bandas como Stryper se tornaram conhecidas internacionalmente, enquanto outras formações ajudaram a fortalecer diferentes cenas cristãs de metal ao redor do mundo.
Para os admiradores, o white metal mostra que música pesada e religião podem coexistir. As letras podem abordar espiritualidade, esperança, conflitos pessoais e valores religiosos, mantendo uma sonoridade intensa.
Os críticos questionam justamente essa combinação. Alguns fãs tradicionais de metal não se identificam com o conteúdo religioso. Além disso, existe uma discussão recorrente sobre a própria classificação do termo “white metal”, já que ele pode ser usado de maneira ampla para diferentes bandas e estilos cristãos.
Mesmo assim, a vertente encontrou seu público e deixou uma marca importante na história do metal.
7. Doom Metal
O doom metal parece ter descoberto uma regra simples: não há necessidade de pressa.
Influenciado por nomes pioneiros como Black Sabbath, o estilo ganhou força com bandas que exploraram músicas mais lentas, pesadas e melancólicas. Candlemass, Saint Vitus e, posteriormente, grupos como Paradise Lost e Ghost ajudaram a ampliar seus caminhos.
O doom metal costuma trabalhar com sentimentos de tristeza, solidão, desespero e reflexão. Para seus seguidores, justamente aí está sua beleza. É uma música que não precisa correr para transmitir emoção.
Quem não gosta, porém, pode sentir que tudo acontece em câmera lenta.
O andamento mais arrastado e o clima sombrio podem parecer cansativos para quem prefere a velocidade do thrash ou a energia do power metal. Mas, para os fãs, essa lentidão é parte essencial da experiência.
Amor E Ódio Fazem Parte Da História Do Metal
Nu metal, death metal, prog metal, power metal, black metal, white metal e doom metal mostram como o heavy metal conseguiu se dividir em caminhos muito diferentes sem perder sua essência.
Alguns estilos buscaram novas audiências. Outros mergulharam no underground. Alguns apostaram na técnica, enquanto outros preferiram atmosfera, espiritualidade, velocidade ou experimentação.
E talvez seja justamente essa variedade que mantenha o metal tão vivo.
Nem todo fã vai gostar de todas as vertentes. Na verdade, provavelmente isso seria até estranho. O importante é perceber que cada subgênero nasceu de um contexto, de influências e de artistas que decidiram experimentar algo diferente.
No metal, discordar faz parte da diversão. Afinal, se todos gostassem exatamente das mesmas bandas, provavelmente não existiriam discussões apaixonadas sobre qual disco merece tocar no volume 10.
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