A História Dos Titãs Um Dos Gigantes Do Rock Nacional

A História Dos Titãs Um Dos Gigantes Do Rock Nacional
Ebook O Rock n' Roll Como Ele É

A História Dos Titãs Um Dos Gigantes Do Rock Nacional

Conheça a história dos Titãs Um dos gigantes do Rock Nacional

Gigantes do Rock Nacional

Uma das maiores, e mais bem sucedidas bandas do país, Os Titãs fazem jus ao nome, e sem sombra de dúvidas, são uns Gigantes do Rock Nacional.

Formada em 1982 em São Paulo/SP, inicialmente chamavam-se Titãs do iê-iê.  A expressão iê-iê-iê, era usada para denominar o Rock Nacional em seu início na década de 60.

Esse termo foi adotado na época fazendo uma alusão aos Beatles, muito populares na época do termo em inglês yeah, yeah, yeah, que pode ser notada no single She Loves You por exemplo.

Já o nome Titãs foi escolhido devido aos livros, Titãs da Ciência, Titãs da Literatura e Titãs do esporte dentre outras que compunham a biblioteca na casa dos pais de Tony Bellotto, onde a banda fez seus primeiros ensaios.

Início

Uma coisa que muita gente não sabe, e que no início a banda era composta por 9 integrantes ao invés de 8.  Sendo eles Arnaldo Antunes, Branco Mello e Ciro Pessoa como vocais, Nando Reis baixo e vocal, Sérgio Brito teclados e vocal, Paulo Miklos baixo, teclado, saxofone e vocais, Marcelo Fromer violão e guitarra base, Tony Belotto Guitarra Solo e André Jung bateria.

Quase todos se conheceram no colégio Equipe na capital paulista no final da década de 70 e fizeram sua primeira apresentação no Sesc Pompéia no dia 15 de Outubro de 1982.

Antes da gravação do primeiro álbum “Titãs,” Ciro Pessoa deixa a banda, alegando não querer trocar os palcos underground da noite paulistana, pelos programas de televisão da época.

A banda também retirou o “iê-iê” do nome, pois eram sempre confundidos com o iê-iê-iê pelos apresentadores de rádio e tv.

Troféu Abacaxi

Falando em programas de tv, uma curiosidade, Sérgio Brito e Marcelo Fromer já chegaram a se apresentar como calouros no Programa do Chacrinha, antes do início da banda.

Uma particularidade dos Titãs e única no rock tupiniquim, dos 8 integrantes do álbum inaugural, 5 vocalistas se revezavam na função, apenas André na Bateria, Fromer na guitarra base e Bellotto na solo não cantavam na banda.

Álbum de Estreia

Esse primeiro álbum, contava com 11 faixas dentre as quais destacamos, Sonífera Ilha, Marvin, Go Back, Querem meu Sangue e Toda Cor.

Uma curiosidade que poucos sabem, após o lançamento desse albúm, Nando Reis chegou a deixar a banda, preferindo ir tocar na Banda Sossega Leão, que na cabeça dele renderia mais financeiramente.

No entanto duas semanas depois se arrependeu e pediu para retornar e foi aceito pelos companheiros.

37 anos depois, vimos que ele fez a escolha certa após o arrependimento.

Conforme já contamos aqui em nosso blog, os 7 melhores bateristas do rock nacional. André foi demitido da banda em pleno feriado de ano novo em 1985.

Clique no player abaixo para assistir esse vídeo.

Vídeo da Edição 55 do Clube do Rock

Troca de Bateras

Enquanto as performances de André já não agradava o restante da banda, a admiração por Charles Gavin, que essa altura já ensaiava com RPM, crescia.

No dia primeiro de janeiro de 1985 eles demitiram André e contrataram Gavin.  No dia seguinte André já estava no Ira, banda na qual Gavin já tinha tocado.

TV Alienando?

Nesse ano de 85, eles lançam o segundo álbum Televisão com a produção de Lulu Santos, onde a faixa título dizia, “a Televisão me deixou burro, muito burro demais.”

Parece até que os caras estavam adivinhando  o que viveríamos hoje em dia.  Também com 11 faixas, Além da faixa título, destacamos, Insensível, Pavimentação, Pra Dizer Adeus, Não Vou me Adaptar e Massacre.

Apesar dos sucessos dos Hits dos dois primeiros álbuns, suas vendas, não foram lá essas coisas. 

Prisão de Membros

Em novembro desse ano de 1985, Tony Bellotto e Arnaldo Antunes foram presos.  O primeiro por portar e e o segundo por portar e também por tráfico de heroína.

Bellotto foi solto pagando fiança, Já Arnaldo ficou encarceirado por um mês, depois cumpriu o resto da pena de 3 anos em prisão domiciliar.  A prisão deles evidenciaria a primeira crise na banda, agravada pelas poucas vendas dos dois primeiros álbuns.

Após isso eles entraram em estúdio para a gravação do terceiro álbum Cabeça Dinossauro, que tinha Liminha na produção.

3º Álbum Som Mais Pesado

Esse álbum foi lançado em Junho de 1986 e marcou uma mudança na sonoridade da banda, eles passaram a ter uma pegada mais punk, um som mais pesado.

Dentre as 13 faixas destacamos, a faixa título, AA UU, Polícia, Estado Violência, Bichos Escrotos, Família, Homem Primata, e O Quê.

Sucesso

No dois primeiros álbuns, eles venderam somente 50 mil cópias cada um, já nesse terceiro foram 500 mil cópias fazendo os chegar ao seu primeiro disco de ouro.

Esse álbum abriu as portas para os Titãs no cenário nacional.  Aumentando o número dos cachês e dos shows.

Sobre a mudança praticada Sérgio Brito disse:

“O tempo mostrou que essa vertente estava no nosso DNA, por isso o ‘Cabeça’ é uma grande marca, com toda a coisa do questionamento, com a crítica que a gente vê nas letras, com o punk, mas também o reggae, o funk. Acho que nesse disco a gente achou o caminho.”

Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas

Animados com o sucesso do terceiro álbum, em 87 eles lançam seu quarto álbum de estúdio “Jesus não tem Dentes no País dos Banguelas,” que também foi um sucesso e alcançou as 400 mil cópias.

Dentre as 12 faixas desse álbum destacamos a faixa título, Comida, Corações e Mentes, Diversão, Desordem e Lugar Nenhum.

Em 88 eles lançaram um álbum ao vivo com músicas coletadas dos quatro primeiros álbuns e também foi um sucesso, 500 mil cópias vendidas.

Õblésk e Tudo Ao Mesmo Tempo

Em Outubro de 1989 eles lançam seu quinto álbum de estúdio Õ Blésq Blom, que também vende bem e atinge as 400 mil cópias.

Dentre as 13 faixas, destacamos os hits Miséria, O Camelo e o Dromedário, Flores,  O Pulso e Deus e o Diabo.”

Em 1991 é lançado o sexto álbum de estúdio da banda Tudo ao Mesmo Tempo Agora, que não agradou muito a crítica.

Suas vendas também foram menores comparadas aos álbuns antecessores, foram vendidas 150 mil cópias. Esse álbum marcou como último da participação de Arnaldo Antunes da banda.

1ª Baixa

Antunes não estava satisfeito com a sonoridade da banda, ele era a favor mais da Brasilidade nas músicas, ao contrário do som pesado e cru que a banda fazia.

Ele deixou a banda em 15 de Dezembro de 1992 e passou a seguir carreira solo.  No entanto, ele continuou a colaborar com a banda, escrevendo canções.

O sétimo álbum da banda Titanomaquia, segundo Nando Reis, marcou o isolamento do mesmo perante a banda.

Ele teve uma faixa composta por ele vetada, e cantou somente uma das treze faixas, sendo que os outros 3 vocalistas cantaram 4 cada um.

Domingo e Acústico

Em 1995 eles lançam o oitavo álbum de estúdio da banda, Domingo que tinha 14 faixas vendeu cerca de 250 mil cópias.

Dentre as faixas, destacamos a faixa título, Eu não Aguento, Tudo O que Você Quiser e Eu Não Vou Dizer Nada(Além do Que Estou Dizendo).

No ano de 97, em meio as comemorações de 15 anos de carreira, eles lançam seu segundo álbum ao vivo o Acústivo MTV, onde mostrava a banda toda desplugada.

Esse álbum foi o de maior sucesso de vendas da banda, ele superou a Um milhão e 700 mil cópias.

Volume Dois e Tributo

Em 1998 eles lançam o álbum Volume Dois, nono álbum de estúdio da banda, que é uma sequência álbum Acústico do ano anterior.

Das 16 faixas, 5 eram inéditas, uma regravação da música É Preciso Saber Viver do Roberto Carlos, e o restante um compilados dos discos anteriores.

E essa regravação do Roberto, fez a banda lançar no ano seguinte em 1999 o décimo álbum de estúdio “As Dez Mais,” onde homenageavam seus artistas preferidos que ia desde o Tim Maia até o Mamonas Assassinas.

Esse foi o último álbum que contou com Marcelo Fromer na Banda.

Morte de Fromer

Em 13 de junho de 2001 o guitarrista morreu em decorrência de um atropelamento dois dias antes por uma moto em São Paulo/SP.

Já haviam se iniciado as gravações do décimo primeiro álbum de estúdio “A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana.”

Especulava-se que seria o fim da banda, contudo eles preferir continuar firmes e gravaram o primeiro álbum só com inéditas desde Domingo de 95.

Eles dedicaram todo o trabalho em memória de Fromer.  Dentre as 16 faixas destacam-se além da faixa título, O Mundo é Bão Sebastião, Epitário e isso.

O álbum não fez um grande sucesso se comparado aos anteriores, A Dez Mais, e Volume Dois e Acústivo MTV que venderam 400 mil, 800 mil e 1 milhão e 700 nuk respectivamente. Esse vendeu apenas 250 mil cópias.

3ª Baixa

No dia 9 de setembro de setembro de 2002, Nando Reis muito abalado com as perdas recentes de Marcelo Fromer e também de sua amiga Cássia Eller deixa a banda.

Ele alegou motivos pessoais no seguinte comunicado:

“Minha decisão de deixar o grupo se deve única e exclusivamente a uma incompatibilidade de pensamento em relação ao futuro da preparação do que seria o nosso próximo disco. Por acreditar que um trabalho dessa natureza exige a total dedicação que por razões pessoais não poderia oferecer, achamos melhor nos desligarmos no início da preparação e dos ensaios. Faço isso com profundo pesar no coração pois em nenhum momento imaginei que isso viesse acontecer.”

Ele detalhou mais tarde em 2012, que a banda queria gravar um novo álbum, o décimo segundo, já em seguida ao anterior.  Ele foi contrário e acabou saindo da banda.

De fato, em 2003 eles lançam esse álbum o décimo segundo de estúdio da banda, “Como Estão Vocês?”

Dentre as 15 faixas destacamos, Enquanto Houver Sol, Vou Duvidar e Provas de Amor.

Quinteto e Filme

Os Titãs agora estavam reduzidos a um quinteto.  No entanto, no dia 18 de Fevereiro de 2006 tocaram para o maior público de um show ao vivo.

Foi na praia de Copacabana, onde tocaram para mais de um milhão e meio de pessoas, abrindo o show para os Rolling Stones.

No ano de 2009, os Titãs confirmam em seu site o lançamento do filme “Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa, com a direção de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves.

Nesse mesmo ano, após ficarem seis anos, sem lançar um disco, eles lançam “Sacos Plásticos”, décimo terceiro álbum de estúdio.

Os hits de maior sucesso do álbum foram, Antes de Você, Porque Eu Sei que é Amor e A Estrada.

4ª Baixa

No dia 12 de fevereiro de 2010, mais uma baixa na banda.  Quem pediu o boné dessa vez foi Charles Gavin alegando motivos pessoais e cansaço dos 25 anos de estrada com a banda.

Segundo Tony Bellotto, Gavin saiu porque “é difícil envelhecer numa banda de Rock.”

Dias depois Gavin disse, que sua saída já estava pré determinada antes do lançamento de Sacos Plásticos, e que o mesmo sentia sintomas de pânico e depressão.

Nessa época a banda já não tocava com músicos de apoio, sendo que Branco Mello assumia de vez o baixo na banda, revezando com Sérgio Brito o instrumento, quando ele cantava.  Paulo Miklos também já havia assumido a guitarra base, Belotto continuava como solo, e para o lugar de Gavin, foi recrutado Mario Fabre como baterista de apoio.

Em Maio de 2014 reduzidos agora a quarteto, eles lançam seu décimo quarto álbum de estúdio Nheengatu.

5ª Baixa

Outra baixa nos Gigantes, em 11 de julho de 2016, Paulo Miklos anuncia sua saída.

Ele agradece aos companheiros por todos esses anos de convivência, no entanto seguirá com projeto solo e atuando como ator.

Para o lugar de Miklos, eles recrutam Beto Lee como guitarrista de apoio.  Lee é filho de Rita Lee e Roberto de Carvalho.

Entre Abril e Maio de 2018, o agora então Trio lança o décimo quinto álbum de estúdio da Banda, um ópera rock chamado Doze Flores Amarelas, dividido em 3 atos e 29 faixas.

Na faixa 6 do segundo ato, uma novidade, Tony Bellotto faz os vocais de Canção da Vingança.

Titãs Hoje

Ao longo de 2020 a banda 3 EPs com o título Trio Acústico.

Esses EPs contém 24 faixas de regravações de outros álbuns da banda.

Bellotto resolve se lançar de vez nos vocais, cantando em 4 das faixas, Isso, Querem Meu Sangue, Polícia e Pra Dizer a Deus.

O Trio remanescente do octeto inicia contando agora músico de apoio Beto Lee e Mario Fabre, promete muitos shows pelo país com o velho e bom rock n’roll.

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